Jovens no mundo do crime

Com o título “Matança de inocentes?”, eis artigo da professora e jornalista Adísia Sá no O POVO desta terça-feira. Ela aborda tantos crimes cometidos contra jovens em Fortaleza e indaga: onde está a família?

Pelo que tenho acompanhado nos jornais, rádio e televisão, estamos assistindo a um estranho, chocante e triste quadro: a presença de jovens no mundo do crime.

Todos os dias há notícia de crimes envolvendo menores, matando ou sendo mortos em confrontos com policiais e gangues. Isto me tem angustiado e arrastado a especulações que vão da família ao Estado, não esquecendo dos cultos religiosos que proliferam em todos os quadrantes da sociedade, dos bairros mais populares aos condomínios luxuosos da Capital.

O que está acontecendo com os nossos jovens recém saídos da adolescência, que são detidos após assaltos, arrombamentos e assassinatos? Quem está se debruçando sobre esse doloroso quadro, procurando causas e razões, vislumbrando caminhos que possam ser trilhados por quem perdeu ou nunca teve o leme de suas vidas, vivendo à mercê das circunstâncias?

A imprensa detalha os assaltos, descreve as armas, mas não estimula a sociedade a se debruçar sobre esse trágico quadro em busca de saídas. Se cometo injustiça, que me esclareçam, mas ignoro a atuação de organizações voltadas para o problema. O que sei é o que a imprensa, volto a insistir, nos desnuda: jovens, adolescentes, crianças estão vivendo no e do mundo criminoso. Jovens, adolescentes, crianças que não viveram as etapas da existência, cortadas pelo chamariz do crime. Jovens, adolescentes perdidos à luz de nosso indiferentismo, de nossa passividade, da omissão do poder público. Onde as suas famílias?

Sabemos da existência de algumas mães quando seus filhos, flagrados no crime, são conduzidos nos camburões da polícia até as delegacias, de onde saem, pouco depois, em nome da “menoridade”. No bojo deste comentário, quantos hiatos perdidos, quantas indagações, quantas críticas, quantas dores, quantos sofrimentos…

Um pedido: não deixemos que do lado esquerdo do peito salte um coração. Enquanto é tempo, salvemos essas crianças: SALVEMO-NOS!

Adísia Sá

adisiasa@gmail.com.br

Jornalista.

Eliomar de Lima

Sobre Eliomar de Lima

Jornalista, radialista, professor e escritor de histórias infantis, mas, acima de tudo, um viciado em informação, não dispensa cantarolar de vez em quando. Pra não dizer que fugimos do mundo da intelectualidade, temos Especialização em Gestão da Comunicação. Email:eliomarmar@uol.com.br / eliomardelima@gmail.com

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